Membros Numerários (39)

Veiguela Martins, Crisanto (1959)

Crisanto Veiguela Martins

Nasce em 1959 na vila da Veiga de Riba d’Eu, sob administração asturiana. Em Compostela cursa o Bacharelato. É Engenheiro Agrónomo pela Universidade Politécnica de Madrid no ramo da Horto-Fruticultura. Atualmente exerce docência na área de Tecnologia do Ensino Secundário na Galiza.

O seu compromisso com a língua e cultura galegas data de fins da década de ‘70, coincidente com o início da criação literária no campo da poesia e pertença a organizações políticas (ERGA, AN-PG) e culturais (O Galo) nos começos da chamada “transición democrática”.

Transladado a Madrid, afiança a sua atividade reintegracionista em contato com membros da associação Irmandade Galega, nomeadamente Isaac A. Estraviz. Na altura ministra aulas de iniciação à língua galega seguindo as normas ortográficas da Associaçom Galega da Língua (AGAL).

Cofundador, com José Ramão Rodrigues, do coletivo Renovação-Embaixada Galega da Cultura, participa em atividades de caráter reintegracionista no Club Amigos de la Unesco ou na Casa do Brasil. Nesse período publica poemas em revistas das associações de que faz parte (Raigame, Renovação, Agália).

Mais adiante, com Xavier Frias C., colabora desde o Coletivo Cotarelo Valledor com a Mesa para a Defensa do Galego de Astúrias (MDGA), publica poesia, algum relato breve e artigos sobre toponímia na revista A Freita e no suplemento literário desta, O Espello, onde realiza labores de subdireção, correção e tradução. Na década de ‘90 participa na constituição e atividade regular do grupo Bilbao, tertúlia literária de escritores galegos residentes na capital de Espanha.

Impulsor, com José Manuel Outeiro G., no “Centro Gallego de Madrid” do grupo Adiante, que, embora de vida breve, é motor da recuperação do contato de coletivos e pessoas com sensibilidade progressista e galeguista de diversos âmbitos.

Realiza trabalhos de tradução e correção para editoriais, algum deles (Libro Branco das Telecomunicacións) censurado pela Junta que presidia Manuel Fraga. Também retoma a prática política organizada na secção da Emigração do Bloco Nacionalista Galego, na Esquerda Nacionalista.

Tornado à Galiza, mantém a sua atividade nacionalista (Espaço Socialista Galego no BNG), e reintegracionista (AGAL, constituição do MDL). Para o programa informático TOPOGAL compila e analisa os topónimos da região entre Eu e Návia. É membro da associação cultural eu-naviega Abertal desde a sua criação em 2002.

As suas publicações de poesia e alguns relatos e artigos de investigação linguística ou crítica literaria são em português padrão ou na variante eu-naviega própria do seu local de nascença, mormente sob norma da AGAL, quer só (A Vida Sempre e Sobretodo, 2001,) ou em coautoria (Carreiros, 1998), quer a fazerem parte de antologias (Na Boca De Todos, 2006; Évos Un Amaicer Guapo, 2007; A Herdanza Que Nós Temos, 2008), ou em publicações pontuais ou periódicas: El Leite Mouro, 1998; Cinco poetas do Eo-Navia da xeración de 90 en lingua galega [...], 1998; Amiga, 1999; A Ugio Novoneyra, 1999; O nome de lugar Restrepo [...], 2004, junto doutras análises de topónimos (Pividal; Louteiro e Loutom, 1999; Vila Daelhe, 2000; ou Vilarquilhe, inédito).

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Vasques Souza, Ernesto (1970)

Ernesto Vasques Souza

 Nasceu na Crunha. Licenciado em Filologia hispânica (Subsecção de galegoportuguês) na Universidade da Crunha, 1993. Também por ela e nessas áreas Doutor desde 2000 com uma Tese sobre a figura, trabalhos e atividades sócio políticas do editor Ángel Casal (1895-1936).

Tem publicado artigos em A Nosa Terra (1997-2006), A Trabe de Ouro, FerrolAnálisis, Agália, revistas de artes e letras, webs culturais e volumes coletivos acadêmicos. Tem inédita a Tese de Licenciatura sobre o Scórpio de Carvalho Calero (1997).

Colaborador em vários programas de Investigação hemerográficos e arquivísticos, dirigidos por Xosé Ma Dobarro Paz, investigou entre 1994 e 2000 pelos principais arquivos e bibliotecas da Galiza, e pelos de Madrid, Alcalá, La Habana, Montevideu e Buenos Aires. Participou no Programa Intercampus com uma estância em Pelotas Brasil-RS em 1995.

Foi professor visitante de Língua e cultura galega no Instituto Cervantes de Chicago (1997), bolseiro da Deputação da Crunha (1997-98), leitor de Língua galega em Montevideu no Curso 1998 (onde colaborou e muito aprendeu nas instituições da emigração e participou no Programa Radial Sempre em Galiza) e durante os cursos 2000-2001 foi bolseiro pesquisador da Universidade da Crunha. Desde 2006 é sócio da AGAL e colabora com o Portal Galego da Língua.

Especialista em história do impresso galego na etapa contemporânea, tem focado os seus contributos arredor do movimento das Irmandades da Fala e o mundo do livro. Desde 2001 reside em Valladolid, colaborando com a Casa de Galicia entanto trabalha como Bibliotecário na Universidade.

É também autor dos seguintes livros e folhetos: Xuana de Vega ou “Os mártires” de Antón Villar Ponte. Dúas versións dunha obra inconclusa (edición e estudio) (2001), Santiago de Compostela, Laiovento; A Fouce, o hórreo e o prelo. Ánxel Casal ou o libro galego moderno (2003), Sada, Ediciós do Castro. Prémio ao melhor livro do ano “Irmandade do libro” (2003); Desta beira do Leteu: Artigos de Literatura, Historia e Sociedade desde o esquecemento (2204), Santiago de Compostela, Laiovento; Noticia mínima e contexto da "Asociación Regional de Padres de Familia para la defensa del laicismo en la Enseñanza", A Coruña (1931-1936) (2006), Santiago de Compostela, Laiovento, Cadernos (Laiovento). Ensaio; 3. Em colaboração: Xosé María Dobarro, Xesús Torres Regueiro, Ernesto Vázquez, “Máis alá” (2000), edición fac-similar, Betanzos, Eira Vella; Xosé María Dobarro Paz & Ernesto Vázquez Souza (2003), Ánxel Casal (1895-1936): Textos e documentos, Sada, Ediciós do Castro.

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Vásquez Freire, Xavier (1976)

Xavier Vásquez Freire

Nasceu na Crunha. Tem cursado estudos de Filologia Galega na Universidade da Crunha, além ter estudado Língua Portuguesa na Universidade de Lisboa e na Universidade do Minho.

Tirou um curso de ator de dobragem em Galego para a Televisão da Galiza nos Estúdios de Gravação Studio XXI da Crunha. Realizou também estudos de programador de aplicações informáticas, assim como diversos cursos no âmbito da informática e da internet.

Durante 9 anos, dirigiu e apresentou diversos programas de rádio em Rádio Oleiros, entre eles Aos quatro ventos (sobre músicas étnicas, new age, folk, etc), e Cultura no ar (programa especialmente centrado em expressões artísticas e culturais galegas e portuguesas, e também do resto da Península Ibérica), entre outros programas ligados à cultura, à política e à ecologia.

Tem colaborado com diversas iniciativas culturais, nomeadamente no âmbito da palavra poética, promovendo grupos de ação poética e recitais na Galiza e em Portugal, além de colaborar com diversos meios de comunicação como no semanário A Nosa Terra, com resenhas literárias, artigos e entrevistas; em revistas literárias como Dorna, Alentia, Clandestino Judas, ... e nos catálogos de poesia e pintura da Associação de Jovens Artistas Quadrante Norte.

Como poeta, recebeu, entre outros, o Prémio Manolo Lado de Poesia, Prémio Francisco Fernández del Riego da Junta da Galiza, 2o Prémio do Certame Nacional de Poesia “O Facho”, Prémio “Tanxedoira” de Poesia, Prémio de Poesia da Universidade da Corunha. Aparece na antologia de poesia feita na Galiza Das sonorosas cordas (2005), da autoria da Prof.a Olívia Rodríguez González, publicada em edição bilingue na editora madrilena Eneida.

Realizou a correção linguística e literária para a coleção da obra poética completa em Galego do escritor Xosé María Álvarez Blázquez, publicada com o título de Ancoradoiro (2003), Crunha, Ed. Espiral Maior.

Na atualidade trabalha na Câmara Municipal de Oleiros para o BNG. É sócio d’A MESA pela Normalización Linguística e da Associaçom Galega da Língua. Mantém o caderno digital Mapa de dias: http://mapadedias.blogspot.com

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Vásquez Corredoira, Fernando (1965)

Fernando Vásquez Corredoira

Nasceu na Crunha. Licenciou-se em Filologia Galego-Portuguesa na Universidade da Crunha (1992), onde seguiu cursos de Doutoramento (1993-95) e apresentou a sua Tese de Mestrado.

Bolseiro do Instituto Camões, frequentou o Curso de Língua e Cultura Portuguesas para Estrangeiros na Universidade Clássica de Lisboa (1993-94), bem como o Curso Universitário de Formação de Professores de Português, Língua Estrangeira na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1996-97). Ensinou língua castelhana e literatura portuguesa na Universidade Federal de Goiás (1998-99). Regressou e desde então (1999) trabalha como tradutor e intérprete de português. Foi professor de Língua Portuguesa na Escola Oficial de Idiomas (2001-2007).

Fez o livro A Construção da Língua Portuguesa – O Galego como exemplo a contrário, 1998, substancialmente a sua Tese de Mestrado, publicado com apoio do Instituto Camões. Escreveu alguns artigos combativos sobre a Questão da Língua e uma série de trabalhos de intenção didática acerca de interferências semânticas, disponíveis na Internet no Portal Galego da Língua, fruto dos quais surgiu mais um livro: 101 Falares com Jeito, 2011.

Traduziu em colaboração um par de livros valiosos (A doutrina do ADN, de R. C. Lewontin, Laiovento, 2000, com S. Mourelo, e Linguas e Nacións na Europa, de D. Baggioni, Laiovento, 2004, com M. Herrero ) e alguns artigos académicos (1997: «A Melhor Orthographia»; 1998: «Cultismos Estranhos»; 2001: «A Questão da Ortografia. Poder, Impotência e Argalhadas», etc.). Em 2010 acabou de aprontar uma versão anotada do Sempre em Galiza em Acordo Ortográfico, do escritor, humorista e político galego, Castelão.

Desde 2008 é membro da Comissão Lingüística da Associaçom Galega da Língua e da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da AGLP, colabora no estabelecimento do Léxico da Galiza para ser integrado no Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (2009).

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Trilho, Joám (1942)

Joám Trilho

Nasce no município de Negreira, Crunha. Estudou no Seminário de Santiago; Canto Gregoriano, Musicologia e Órgão no Pontificio Istituto di Musica Sacra de Roma e Composição no Conservatorio de Santa Cecilia de Roma.

Membro fundador do grupo dos Irmandiños en Roma. Professor (1977) e logo diretor (1982-85) do Conservatório de Santiago. Profesor (1985) e vicediretor (1987) do Conservatório de Vigo. Fundador (1987) e diretor da Xoven Orquestra de Galicia. Fundador (1992), dentro do Instituto Galego de Artes Escénicas e Musicais, e diretor da coleção Ars Gallæciæ Musicæ, para a publicação de obras de compositores galegos do passado e do presente. Umas 30 obras já publicadas.

Composições principais: (1973) Canto azteca; (1974) Sonata para órgão; (1975) Grandes são os desertos, para Soprano e orquestra; (1985) Chananæa, para Mezzosoprano, Tenor, Baixo, Coro e orquestra; (2005) Divertimento para orquestra; (2007) Sede de beleza. Obras para coro, Dos Acordes; (2008) Festa na lembrança, para coro e grande orquestra.

Publicações principais: (1987) Melchor López: Misa de Requiem. Cuadernos de Música en Compostela, Santiago; (1980) Vilancicos galegos da Catedral de Santiago. Melchor López, em colaboração com Carlos Villanueva, Sada-Crunha, Ediciós do Castro; (1982) Polifonía sacra galega, em colaboração com Carlos Villanueva, Sada-Crunha, Ediciós do Castro; (1987) La música en la Catedral de Tui, em colaboração com Carlos Villanueva, Crunha, Deputación; (1993) El Archivo de Música de la Catedral de Mondoñedo, em colaboração com Carlos Villanueva, Revista de Estudios Mindonienses, núm. X.

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Soutelo, Rudesindo (1952)

Rudesindo Soutelo

Nasceu em Valdrães-Tui (Galiza). Estudou nos Conservatórios de Vigo, Madrid e Schaffhausen (Suiça), sendo discípulo de Rodolfo Halffter e Agustín González de Acilu em composição, e de Janos Meszaros em fagote.

Em 1972 fundou as Juventudes Musicais de Vigo e em 1976, com o grupo Letrinae Musica, apresentou em Compostela e Vigo o movimento novo-neo-new-dadá Quadrado de Pi para sacudir a infâmia que deitara no país o excrementíssimo ditador. Em 1980 criou a editora de música Arte Tripharia onde gerou um amplo catálogo de partituras e a coleção Corpus Musicum Gallaeciae. Também promoveu revistas polémicas como “La Matraca”, feita por estudantes do Real Conservatorio S. de Música de Madrid, e “Da Capo” (Panfleto musical independiente del país).

Junto com Janos Meszaros elaborou em 1986 o projeto para uma escola internacional de música no conjunto histórico de Nuevo Baztán, povo e palácio barroco construído por Churriguera a 45 km de Madrid, mas as rivalidades da mediocridade política frustraram qualquer sucesso.

Alguns dos títulos das suas obras como o Oppius dei parecem ter uma intencionalidade beligerante, mas são só uma maneira algo irreverente, divertida e sonora de se rir das capelinhas de medíocres que pretendem controlar a música. Como compositor considera-se auto-excluído das máfias, dos grupos de poder e de qualquer ente que não defenda o direito dos criadores a viver do seu trabalho.

Das suas últimas obras podemos destacar: Prelúdio da Montanha Mágica, homenagem a Thomas Mann (Piano); Como a noite é longa, homenagem a Fernando Pessoa (Flauta-Oboé-Clarinete); Lábios de sabor a mar, (Coro a cappella, com versões para Quinteto de Metais, e para Voz e Piano); Quod nihil scitur, homenagem ao filósofo Francisco Sanches 'o céptico' e in memoriam J. M. Álvarez Blázquez (Órgão); Tálamo e túmulo, homenagem ao polígrafo Ricardo Carvalho Calero (Orquestra de Cordas); Borobó e Manuel María, (duos de Gaitas de fole); Brêtema de Dom Quixote, e André, (Piano); Alva (Violino só); O corvo da liberdade, a vontade que desafiou Deus, homenagem a Miguel Torga (Quinteto de sopros), encomenda da D.R. Cultura do Norte do Ministério da Cultura de Portugal, e incluída no filme de João Botelho A terra antes do céu; Saraquel (2 violinos); Minho azul (Banda sinfónica); Deu-la-deu, (Suite para Guitarra) dedicada à AGLP (Academia Galega da Língua Portuguesa). Toda a sua obra foi publicada em Arte Tripharia e há Teses de Doutoramento onde se estuda e analisa.

Assim mesmo, tem publicada uma coletânea de 93 artigos sobre música erudita e a incultura política galega aparecida na secção «O Bardo na Brêtema» do hebdomadário galego A Nossa Terra. Nos Colóquios da Lusofonia, celebrados em Bragança em outubro de 2006, apresentou uma comunicação posteriormente revista e publicada no Boletim da AGLP número 1 (2008) com o título «Por um Corpus Musicum em liberdade». É membro da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e defende a criação como um ato de liberdade que se manifesta quando o salário do compositor depende da sua própria obra.

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Rousia, Concha (1962)

Concha Rousia

É vice-secretária da Comissão Executiva da Academia Galega da Língua Portuguesa, do Conselho de Redação e Administração do Boletim da AGLP.

Nasceu em Covas (Os Brancos, Galiza). Psicoterapeuta, é licenciada, desde 1995, em psicologia pela Universidade de Santiago de Compostela, na especialidade em psicologia clínica. Master in Science, Marriage and Family Therapy, Universidade de Maryland, Estados Unidos, 1999. Tese de graduação intitulada Multilingualism and psychotherapy.

Entre as suas publicações destacam-se: As Sete Fontes (2005), romance publicado em formato e-book pela editora digital portuguesa ArcosOnline (www.arcosonline.com), Arcos de Valdevez, Portugal; «Dez x Dez» (2006), Antologia poética, Abrente Editora (Galiza); «Cem Vaga-lumes» (2006), obra composta por 16 haikais premiados e publicados pelo Concelho de Ames; «Herança» (2007), conto publicado em Rascunho (Jornal de literatura do Brasil), Curitiba, Brasil; Primeira Antologia do Momento Lítero Cultural (2007), em formato digital, Porto Velho, Brasil; Nas Águas do Verso. Antologia (2008), Porto, Portugal; Antologia do XXII Festival de Poesia do Condado (2008), Gráficas Juvia; Poeta, Mostra a tua Cara. Antologia (2008), Rio Grande do Sul, Brasil; Volume 7 da Coleção Poesia do Brasil, correspondente ao XV Congresso Brasileiro de Poesia, que se celebra em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Brasil; «Um dia» (2006), publicado em A Nosa Terra. Análise da violência de género; «Agora Já Não é Nada: Narrativa da desfeita» (2007), Lethes. É uma análise do significado da perda das funções que mantinham os espaços comunitários que desapareceram com a desarticulação da cultura tradicional.

Publicou poemas e outros textos nas revistas e jornais: Agália, A Folha da Fouce, Novas da Galiza, Galicia Hoxe, A Nosa Terra, Portal Galego da Língua, Vieiros, Momento Lítero Cultural.

Prémio de Narrativa (2004), do Concelho de Marim, Galiza; Prémio de poesia (2005), do Concelho Ames, Galiza; Certame Literário Feminista do Condado (2006), Galiza, com o romance A Língua de Joana C.

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Rodrigues Fernandes, Jose Ramão (1955)

José Ramão Rodrigues Fernandes

Nasceu no concelho do Incio (Lugo-Galiza), no lugar de Penaxubeira. Estudou eletrónica industrial na Escola de Mestres Industriais de Lugo e também em Madrid e na Escola de Engenheiros Industriais desta última cidade. Ministrou aulas de solfejo (ensino livre no Conservatório de Madrid e academias privadas) e acordeão em vários centros privados.

Com a publicação em 1983 do romance O Sereno, Um guerrilheiro em Estalinegrado (Atria Edicions); iniciou a sua vida como escritor. Após esta obra viriam outras: Seguindo O Caminho do Vento (1985), Contos de Fada em Do Maior, 1987. Luzia, ou o Canto das Sereias (1989), publicados pelas Irmandades da Fala de Galiza e Portugal. Em 1990 Renovação Edições publica a 2.a edição de O Sereno, Um Guerrilheiro em Estalinegrado. Em 1996, nesta mesma editora aparece Contos do Outono. Em 1989 participa, a meio de uma uma ideia própria, na fundação da sociedade cultural galega Renovação-Embaixada Galega da Cultura.

Trabalhou em vários projetos com outros grupos na Galiza: Gralha, História da Galiza em Banda Desenhada, etc. Como membro das Irmandades da Fala de Galiza e Portugal colaborou em todas as atividades realizadas por este grupo desde 1985 até o ano 1989, chegando a ser Secretário da Secção de Escritores em Língua galego portuguesa.

Tem divulgado a filosofia regeneracionista sobre o idioma da Galiza lá até onde lhe foi permitido, tanto em publicações da Galiza e Portugal, como A Nosa Terra, O Correo Galego, Tempo, Jornal de Letras, Agalia, Nós, Cadernos do Povo, Bisbarra, Bússola, quanto em publicações não galegas, como El País, El Mundo, El Sol, La Voz de Asturias ou La Voz de Galicia.

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Rodrigues Fagim, Valentim (1971)

 Valentim Rodrigues Fagim

 Nasceu em Vigo. É licenciado em Filologia Galego-portuguesa pela Universidade de Santiago de Compostela e diplomado em História. Fundador da Livraria «A Palavra Perduda» em 1996. Desde 2001 leciona português na Escola Oficial de Idiomas de Ourense.

Tem trabalhado e trabalha em diversos âmbitos para a divulgação do ideário reintegracionista, nomeadamente através de artigos no âmbito da sócio-linguística (a maioria podem-se descarregar no Portal Galego da Língua (www.pglingua.org): «A soberania Linguística da Língua Galega»; «Construir da Periferia, construir da Galiza»; «Diz-me como falas e dir-te-ei quem és»; «Galiza, entre a Lusofonia e a Hispanofonia»; «Qual é o conflito linguístico galego?».

Tem editado os livros O Galego (im)possível (2001), Santiago de Compostela, Laiovento; e Do Ñ para o NH.  Manual de língua para transitar do galego-castelhano para o galego-português (2009), Santiago de Compostela, Através Editora. Desenvolveu ainda diversas ferramentas na Internet: o Dicionário /Isso não é galego, é português, a base da dados / textual Statuo Quo, Possibilismo e Regeneracionismo; o Dicionário de Fraseologia; o site Planeta NH (http://planeta.agal-gz.org/). Participou também da equipa de Galabra, no e-learning Português para nós (http://www.portuguesparanos.com).

Tem realizado trabalho associativo através da AR Bonaval, da Assembleia da Língua de Compostela, do local social A Esmorga e da AGAL, entidade que promove a estratégia luso-brasileira para a nossa língua, de que é presidente desde 2009.

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Reimunde Norenha, Ramom (1949)

 Ramom Reimunde Norenha

Nasceu na paróquia de São Martinho de Mondonhedo, no concelho de Foz, na Marinha de Lugo, em cujo escudo de armas figura um navio veleiro e três árvores, que preanunciaria os seus amores: o mar e as árvores florestais. Seguiu estudos na escola rural de Ferreira a Velha, em Xixón, no internado claretiano, em Oviedo na Faculdade de Ciências, e em Madrid, na Escola Superior de Engenheiros Navais. Em 1968 viu-se envolvido em revoltas; relacionou-se com Tierno Galván e o PSP.

Regressado à Galiza, na Crunha estudou Náutica, até lograr o título de Capitão da Marinha Mercante, equivalente em Portugal a Comandante de navio, que depois homologaria com o internacional de Master pela República de Liberia. Com essa profissão percorreu os mares do mundo em barcos espanhóis e estrangeiros. Na altura já iniciara estudos de filologia na Faculdade de Compostela, convertido ao galeguismo, anárquica e espontaneamente, mercê de leituras e amigos, entre eles Antom Meilám. Licenciado em Filologia Hispânica em 1979 e em Galego-Portuguesa em 1982, começou a trabalhar no Ensino Público nos Liceus de Viveiro, Lugo, e afinal no IES de Foz, onde atingiu a condição de Catedrático em 1992.

Escreveu, desde moço, mas de regresso à Galiza, publicou centos de artigos em jornais, nomeadamente em El Progreso de Lugo e La Voz de Galicia, sobre temas literários, linguísticos, marítimos ou florestais. Como professor de Língua Galega, sempre defendeu o reintegracionismo na prática das aulas, o qual lhe causou não poucos problemas; foi inovador ao empregar métodos de vanguarda então, realizar vídeos didáticos, entrevistas audiovisuais, cursos por rádio... Deu palestras, colaborou em revistas, traduziu literatura infantil para galego reintegrado (Mafalda entre outras) e participou ativamente em jornadas do ensino e congressos, mormente nos organizados por AGAL e pela Xunta, além de outras atividades culturais nacionais. Reconhece que foi trabalhador ativo e muito idealista, com esperança de uma Galiza melhor e nossa.

Escreveu livros de crítica literária de feição pessoal: Poesia Galega Completa de Leiras Pulpeiro, 1983; Trebom de Armando Cotarelo, Agal-1984; Bem pode Mondonhedo desde agora (Prémio de ensaio Ánxel Fole em 1998, sobre Leiras). Também escreveu sobre Costumes antigos de Galiza, e uma crónica romancística sobre o mar e os pescadores do bonito, A Costeira, em 2006.

Está a escrever uma história florestal do mato na Galiza, desde a sua experiência, O Segredo do monte, porque desde 1990 preside uma SAT e trabalha em plantações e em implantações de associações de propietarios florestais locais, nomeadamente em Promagal, da que foi secretário e desenhador.

Vai para vinte anos que mora na sua antiga casa fidalga familiar em Adelã (Alfoz) com a mulher, de Carnota, e os três filhos, agora universitários ausentes. Leva vida retirada e solitária, longe do mundanal ruído. Como ele reconhece, gosta do seu labor no ensino e dos livros; ama o mar e o mato, as árvores e os navios, e o seu país e a língua dos seus por cima do razoável. Mas considera que a sua pátria é a Língua Portuguesa, como Pessoa, e que é galego pela graça do idioma comum, como Castelão.

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